Ritmos e Ressonâncias da Duração de uma Comunidade

Ritmos e Ressonâncias da Duração de uma Comunidade

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A metáfora da morte de uma civilização do trabalho põe à luz a agonia e o sofrimento de duas ou mais gerações pelo “luto” de um “mundo operário” no processo de desindustrialização que atingiu determinados setores produtivos “tradicionais” (extração de carvão no subsolo) movidos pelos processos de transformações nos campos político-econômicos na era global.

As dinâmicas de transformação no trabalho geram rupturas, descontinuidades, desenraizamentos e não raro a destruição de redes sociais e cidades, a desintegração de famílias e de grupos de identidade. Mas sabemos que em todas as noções de morte subjazem igualmente a transformação e a vida, pela recusa da extenuação social.

Este estudo trata desta problemática a partir de uma pesquisa etnográfica realizada junto a grupos de trabalhadores mineiros de carvão que denominamos de comunidade ocupacional, para quem o “universo da mina” é concebido como um contexto singular, revelando a tensão com que a cotidianidade de trabalho interage com as dinâmicas macroestruturais, perceptíveis na relação entre o desejo de mudança e a inserção no mundo global, entre o sentimento de crise pela ruptura e um ideal de continuidade dos referenciais de pertencimento do grupo.

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